Maus tratos e morte de animais para o ensino - prática medieval e ilegal continua

Qua, 30 de Julho de 2014 21:06 Rodrigo Travitzki O que é um bom material didático?
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Dou aula de Biologia há bastante tempo, e quando meus alunos me perguntam se vamos abrir um sapo, respondo que não, porque aí estaríamos aprendendo que a vida não vale nada, muito mais do que aprendendo sobre detalhes da fisiologia batráquia.

Embora ainda tenha muitos professores de escolas e faculdades (especialmente nos cursos ligados à Biologia e Medicina) que façam questão de matar ou maltratar animais com finalidades didáticas, a lei brasileira é bastante clara nesse sentido:

"Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos." Lei de Crimes Ambientais, Artigo 32.

Ou seja, exceto os raríssimos casos (como no ensino de algumas práticas cirúrgicas, imagino eu) em que não há outra forma de se ensinar o que se quer ensinar, o mau trato aos (outros) animais deve ser punido com detenção e multa.

Infelizmente, isso não é levado a sério em muitas instituições de ensino. Um exemplo recente pode ser conferido no vídeo abaixo (não recomendado àqueles que não gostam de ver sangue), que supostamente se refere aos Professores de fisiologia do Hospital Veterinário da Universidade do Piauí.

Se você quiser se posicionar publicamente em relação a esta prática, pode assinar esta petição ou se expressar de outra maneira.

 

Última atualização em Qua, 30 de Julho de 2014 21:41