Saiu no Jornal Nacional (19/2) a notícia de que uma escola pública americana distribuiu notebooks aos alunos, que estariam sendo usados como forma de vigilância. Os alunos perceberam que a luz da câmera acendia de vez em quando. Qualquer semelhança com o panóptico não é mera coincidência.
Diz o portal da Globo:
"A distribuição de 2,3 mil computadores a alunos de escolas públicas em uma região do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, transformou-se numa discussão sobre os limites da privacidade. Os laptops distribuídos pelo distrito escolar de Lower Marion aos matriculados no ensino médio contêm uma câmera que pode ser acionada por controle remoto. A partir de uma suspeita de vigilância indevida, o caso acabou na Justiça.
A história começou com um comentário feito pelo assistente de um dos diretores do distrito. Esse assistente teria criticado o comportamento inadequado de um dos alunos e dito, a ele, que deveria se comportar melhor em casa. Do comentário, surgiu a desconfiança de que uma câmera, embutida no laptop, estaria sendo operada à distância pela direção da escola.
Os pais do menor estão processando o colégio, alegando invasão de privacidade. Muitos alunos afirmam que já desconfiavam de espionagem. Um jovem disse que via a luz da câmera se acender e que tinha a certeza de que estava sendo observado."
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