Métodos de ensino

Pedagogia Shaolin e a "escola forte"

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alt"Os templos Shaolin são um grupo de mosteiros budistas da China. (...)
"Shaolin" significa "Floresta Jovem", e este nome teve origem após um grande incêndio que devastou as florestas ao redor do templo. As árvores destruídas foram depois replantadas, o que tornou a floresta 'jovem'".
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Shaolin

 

A pedagogia Shaolin busca samurais excelentes, os mais primorosos guerreiros, os melhores no que fazem. É o que se chama hoje de "escola forte".
Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2009 21:08 Leia mais...
 

Pedagogia Ômega 3

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O artigo abaixo pode levar o leitor distraído à idéia de que os cientistas estão criando uma nova forma de deixar as pessoas mais inteligentes. Fármacos de ômega 3 serão (ou já são) anunciados como se inaugurassem uma pedagogia, uma condução da pessoa rumo ao saber. E vão custar caro, mesmo que venham da banana. Mas será que a coisa funciona assim mesmo? Quanto mais castanhas comemos mais inteligentes ficamos? Existe uma dieta ideal para virar gênio? Leia o artigo com calma e tire sua própria opinião.

A influência dos alimentos no cérebro é evidente, como em todo o corpo. Em termos sociais e políticos, creio, isso quer dizer que educação e desnutrição se trata junto. E para o professor, dependendo de onde trabalhe, este pode ser um fator importante para compreender os alunos e fazer escolhas a partir desta compreensão.
Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2009 21:11 Leia mais...
 

Apologia do giz

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Se criticar é fácil, criticar uma escola é mais fácil ainda. A escola é um ninho de contradições. Muitos dizem, por exemplo "Ih, essa escola ainda está no século 19, ainda usam giz e lousa."

Bem, em primeiro lugar, precisamos ter mais respeito com o século XIX. Mas a questão aqui é outra.

Última atualização em Sáb, 24 de Dezembro de 2011 13:21 Leia mais...
 

Uma dica aos educadores e educandos

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Na verdade, um provérbio (ou provavelmente uma frase de Lao Tsé):

O SÁBIO APONTA A LUA

O TOLO OLHA O DEDO

Não sei exatamente que tipo de dica é esta ou qual seria sua função. Mas tal frase já me foi, e ainda será, muito útil para a prática pedagógica.

Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2009 21:17
 

Qual é o melhor método de ensino?

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A questão da metodologia na educação tem sido muito discutida. Devemos ter uma escola tradicional ou construtivista? Engraçado como gostamos de dividir o mundo em dois, quando na verdade há incontáveis possibilidades.

Se digo para as pessoas que não ensino o método científico, elas estranham. Estranho, para mim, é dizer "método científico", assim, no singular. Não dá para achar que um químico segue o mesmo método que um astrólogo ou um historiador. O que há em comum, se é que há, são alguns princípios que norteiam a produção do conhecimento científico. A partir deste princípios, os pesquisadores criam ou copiam métodos consagrados. Isto é ciência. Não há um único método científico.

E na educação? Faz sentido a pergunta do título? Eu não creio. Qualquer professor minimamente experiente já aprendeu que o melhor método é variar os métodos. Discutir é bom? Claro, mas discutir toda a aula pode deixar as conclusões pouco consistentes. Aula expositiva é bom? Claro, principalmente se você tem algo importante e complexo para dizer. Passar vídeo ajuda? Sem dúvida, mas imagine se os alunos ficarem a manhã inteira vendo vídeos. Os que não dormissem seriam adestrados pela TV, ao invés de serem educados.

Ou seja: conheça muitos métodos. Saiba as possibilidades e limitações de cada um. Escolha um ou outro em virtude de seus objetivos pedagógicos, da dinâmica da classe, do tempo, logística, etc. Nao se limite a uma única forma de ensinar, pois não é assim que se aprende. O corpo "foi feito para" aprender num mundo cheio de coisas diferentes.

A própria questão da indisciplina escolar, por exemplo, está ligada a esta repetição de métodos (ou de objetivos, ou de conteúdos). Pelo menos é isso que aprendi em minha experiência como professor.

Para terminar, algumas palavras do mestre Deleuze, criador do conceito filosófico de "rizoma" (grifo meu):

"Aprender é o nome que convém aos atos subjetivos operados em face da objetividade do problema (idéia), ao passo que saber designa apenas a generalidade do conceito ou a calma posse de uma regra das soluções. (...)

Nunca se sabe de antemão como alguém vai aprender - que amores tornam alguém bom em latim, por meio de que encontros se é filósofo, em que dicionários se aprende a pensar. (...)

Não há método para encontrar tesouros nem para aprender, mas um violento adestramento, uma cultura ou paideia que percorre inteiramente todo o indivíduo (um albino em que nasce o ato de sentir na sensibilidade, um afásico em que nasce a fala na linguagem, um acéfalo em que nasce pensar no pensamento)"

DELEUZE, GILLES. (1968) Diferença e repetição. Ed Graal, pgs. 236-37

 


Fonte: Rodrigo Travitzki - topicostropicais.net


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Última atualização em Ter, 22 de Setembro de 2015 16:41
 


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